COOFICIALIZAÇÃO SIMBÓLICA? A NÃO IMPLEMENTAÇÃO DA LÍNGUA MEBÊNGÔKRE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE SÃO FÉLIX DO XINGU

Autores

  • Clebson de Oliveira Alves Instituto Interamericano de Ciências Sociales – ISICS
  • Milvio da Silva Ribeiro Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.46616/rce.v10i15.174

Palavras-chave:

Cooficialização linguística; Línguas indígenas; Política linguística; Educação bilíngue; Diversidade cultural.

Resumo

A cooficialização de línguas no Brasil tem sido apresentada como um avanço na valorização da diversidade linguística, especialmente no que se refere às línguas indígenas. No entanto, quando observada na prática, essa política revela limites importantes. Este artigo analisa criticamente a cooficialização da língua Mebêngôkre no município de São Félix do Xingu (PA), problematizando sua não implementação efetiva, sobretudo no campo educacional. A partir de estudos recentes, discute-se o descompasso entre o reconhecimento legal e sua concretização nas instituições públicas. Argumenta-se que, sem ações estruturadas e contínuas, a cooficialização tende a assumir um caráter simbólico, pouco capaz de promover mudanças reais. Assim, defende-se a necessidade de políticas linguísticas que ultrapassem o plano formal e dialoguem com a realidade das comunidades indígenas.

A cooficialização de línguas no Brasil tem sido apresentada como um avanço na valorização da diversidade linguística, especialmente no que se refere às línguas indígenas. No entanto, quando observada na prática, essa política revela limites importantes. Este artigo analisa criticamente a cooficialização da língua Mebêngôkre no município de São Félix do Xingu (PA), problematizando sua não implementação efetiva, sobretudo no campo educacional. A partir de estudos recentes, discute-se o descompasso entre o reconhecimento legal e sua concretização nas instituições públicas. Argumenta-se que, sem ações estruturadas e contínuas, a cooficialização tende a assumir um caráter simbólico, pouco capaz de promover mudanças reais. Assim, defende-se a necessidade de políticas linguísticas que ultrapassem o plano formal e dialoguem com a realidade das comunidades indígenas.

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Referências

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SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 24. ed. São Paulo: Cortez, 2016.

Publicado

20.12.2025

Como Citar

CLEBSON DE OLIVEIRA ALVES; MILVIO DA SILVA RIBEIRO. COOFICIALIZAÇÃO SIMBÓLICA? A NÃO IMPLEMENTAÇÃO DA LÍNGUA MEBÊNGÔKRE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE SÃO FÉLIX DO XINGU. Revista Científica Educ@ção , v. 10, n. 15, 20 dez.2025.

Edição

Seção

Artigos demanda contínua

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