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REVISTA CIENTÍFICA EDUC@ÇÃO  
ISSN 2526-8716  
A MEDIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA PARA ESTUDANTES COM  
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E  
HIPERATIVIDADE TDAH  
Resumo  
A Psicopedagogia exerce um papel de extrema importância para estudantes com Transtorno de  
Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). É notável as dificuldades e os desafios que estas  
crianças ou adolescentes apresentam no decorrer do processo de aprendizagem e no relacionamento  
com o outro (amigos, familiares, professores). Quando não diagnosticado, a criança sofre e é rotulada  
muitas vezes com adjetivos pautados no comportamento. O objetivo desta pesquisa é identificar a  
importância que a mediação psicopedagógica traz para estudantes com transtorno de déficit de  
atenção e hiperatividade, através de avaliações e intervenções com métodos lúdicos e interativos que  
trazem o estudante para o foco da aprendizagem. Mediar conflitos e conhecer os processos que  
levarão este indivíduo ao controle inibitório, às capacidades de aprender e a os meios de expressão  
são tarefas primordiais que o profissional psicopedagogo exerce com o estudante. A metodologia  
usada foi a revisão da literatura e dialógica. Portanto, o TDAH é um transtorno neurobiológico e de  
causas diversas que traz muitas preocupações para os familiares e para os educadores quanto ao  
desenvolvimento desta criança. É de extrema importância que esta criança tenha o devido  
acompanhamento de profissionais e auxiliem a família a conduzir a criança para um desenvolvimento  
sem traumas a fim de que este indivíduo tenha uma perspectiva de vida emocional e social saudável,  
entendendo assim, os seus meios de aprender e suas formas de se expressar.  
Palavras-chave: Mediação. Psicopedagogia. Crianças. Adolescentes. Desenvolvimento.  
PSYCHOPEDAGOGICAL MEDIATION FOR STUDENTS WITH  
ATTENTION DEFICIT HYPERACTIVITY DISORDER  
Abstract  
Psychopedagogy plays an extremely important role for students with attention deficit hyperactivity  
disorder, the difficulties and challenges that these children or adolescents present during the learning  
process, and in their relationships with others, are notable (friends, family, teachers), when  
undiagnosed this child suffers and is often labeled with adjectives based on their behavior. Mediating  
these conflicts and knowing the processes that will lead this individual to inhibitory control, their  
ability to learn and their means of expression, are essential tasks that the professional  
Psychopedagogue carries out. Attention deficit hyperactivity disorder is a neurobiological disorder  
with diverse causes that brings many concerns to family members and educators regarding the  
development of this child. It is extremely important that this child has the appropriate support from  
professionals who will assist and help family members to guide the child towards a trauma-free  
development and so that this individual has a healthy emotional and social life perspective, thus  
understanding their means of learning and their ways of expressing themselves.  
Keywords: Mediation. Psychopedagogy. Children. Adolescents. Development.  
Mediación psicopedagógica para estudiantes con Trastorno por Déficit  
de Atención e Hiperactividad (TDAH)  
Resumen  
La psicopedagogía juega un papel extremadamente importante para los estudiantes con Trastorno  
por Déficit de Atención e Hiperactividad (TDAH). Las dificultades y los desafíos que estos niños o  
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adolescentes enfrentan a lo largo del proceso de aprendizaje y en sus relaciones con otros (amigos,  
familia, maestros) son notables. Cuando no se diagnostica, el niño sufre y a menudo se le etiqueta  
con adjetivos basados en su comportamiento. El objetivo de esta investigación es identificar la  
importancia de la mediación psicopedagógica para estudiantes con trastorno por déficit de atención  
e hiperactividad, a través de evaluaciones e intervenciones que utilizan métodos lúdicos e interactivos  
que devuelven al estudiante al foco del aprendizaje. Mediar conflictos y comprender los procesos que  
llevarán a este individuo al control inhibitorio, las habilidades de aprendizaje y los medios de  
expresión son tareas esenciales que el profesional psicopedagógico realiza con el estudiante. La  
metodología utilizada fue una revisión de la literatura y un enfoque dialógico. Por lo tanto, el TDAH  
es un trastorno neurobiológico con diversas causas que genera muchas preocupaciones a las familias  
y educadores con respecto al desarrollo de estos niños. Es de suma importancia que este niño reciba  
el apoyo profesional adecuado y que la familia reciba ayuda para guiar al niño hacia un desarrollo libre  
de traumas, para que este individuo tenga una perspectiva de vida emocional y social saludable,  
comprendiendo sus métodos de aprendizaje y formas de expresarse.  
Palabras clave: Mediación. Psicología Educativa. Niños. Adolescentes. Desarrollo.  
INTRODUÇÃO  
Este trabalho tem por objetivo apresentar as contribuições da mediação psicopedagógica  
para estudantes com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A  
Psicopedagogia se constitui como área de conhecimento interdisciplinar, que tem como objeto de  
estudo a aprendizagem humana e as dificuldades que podem ocorrer nesse processo. Sendo assim,  
prioriza entender o dia a dia do estudante e a relação entre estudante e o processo de aprendizagem,  
estabelecendo correlações entre a escola e a família.  
No decorrer do acompanhamento da avaliação psicopedagógica, o estudante irá passar por  
diversas atividades até finalizar esta etapa do acompanhamento e iniciar o processo de intervenção.  
O profissional da psicopedagogia, de modo interdisciplinar, irá percorrer um caminho avaliativo até  
realizar o levantamento da hipótese diagnóstica.  
De acordo com Neves,  
a Psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as  
realidades internas e externa da aprendizagem, tomadas em conjunto. E, mais,  
procurando estudar a construção do conhecimento em toda a sua complexidade,  
procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais  
que lhe estão implícitos (1991, p. 12 apud Bossa 2019 p. 25).  
Considerando o objetivo deste trabalho, que é compreender a mediação psicopedagógica  
para estudantes com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ressaltamos o  
olhar cauteloso e investigativo do profissional, a fim de que, a partir da avaliação realizada e grupo de  
sintomas relevantes observados, possa realizar o encaminhamento para o profissional da área médica,  
que poderá concluir a avaliação do estudante, refutando ou corroborando com a hipótese diagnóstica  
indicada.  
Faz parte do processo da avaliação psicopedagógica, avaliar o cotidiano do estudante e  
entender a relação que o indivíduo tem com o meio social em que vive.  
É ao psicopedagogo que cabe uma intervenção educativa ampla e consistente no  
processo de desenvolvimento do paciente, em suas diversas dimensões, tais como  
as afetivas, cognitivas, orgânica e psicossocial. "A avaliação psicopedagógica tem  
um papel central no diagnóstico da criança com TDAH, já que é no colégio que  
o problema tem maior expressão (Condemarin et. al 2006, p. 60).  
No caso de uma criança com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade as  
informações chegam com relatos mais pontuados em problemas comportamentais, dificuldades em  
atenção e concentração, uma criança que sempre está em movimento, tem dificuldades com  
organização e os prejuízos na escola são muitos.  
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O rendimento escolar da criança com TDA é marcado pela instabilidade. Um  
exame nos boletins escolares ou nos registros dos professores pode ilustrar bem  
o problema: em um momento ela é brilhante; em outro, inexplicavelmente, não  
consegue aprender os conteúdos ministrados (Barbosa, 2014, p. 64).  
Na atuação psicopedagógica é imprescindível obter todas as informações necessárias para  
uma mediação eficaz, ter a cautela em familiarizar-se com o estudante, com o ambiente e as propostas  
oferecidas a ele, oferecendo momentos de tranquilidade e paciência. A mediação psicopedagógica  
será fundamental para este estudante e o profissional precisa entender que é importante estar presente  
de forma comprometida para que o estudante sinta o apoio e a confiança para ressignificar o vínculo  
com o conhecimento. Entende-se que é primordial uma ação criativa e proativa referente às  
necessidades de cada caso em acompanhamento; proporcionar jogos e brincadeiras que irão estimular  
o aprendizado, de acordo com a faixa etária adequada, fazendo o estudante acreditar que ele também  
é capacitado.  
A Psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana: como se aprende,  
como essa aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários fatores, como se  
produzem as alterações na aprendizagem, como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las(Bossa, 2019  
p. 30).  
Os profissionais da Psicopedagogia, como quaisquer outros profissionais,  
sustentam a sua prática em pressupostos teóricos muitas vezes distintos,  
conforme já referido antes. Isto implica diversificados enquadres, consequências  
da identificação do profissional com determinada corrente teórica. O  
psicopedagogo pode, por exemplo, dentro das teorias da personalidade, escolher  
a Psicanálise com o objetivo de compreender o sentido inconsciente das  
dificuldades de aprendizagem. Tal escolha estaria alicerçada na condição pessoal  
de psicopedagogo, a qual é oriunda da sua experiência de análise e das condições  
da sua formação (Bossa, 2019 p. 42).  
O desenvolvimento da aprendizagem de qualquer criança ou adolescente é o verdadeiro  
objetivo, sendo assim, compreende-se que para estudantes com Déficit de Atenção e Hiperatividade  
TDAH é importante dar ênfase ao fato que, geralmente, este estudante terá dificuldades em ficar  
atento às atividades por muito tempo. A inquietação, a necessidade de estar em movimento e a falta  
de paciência para concluir tarefas são um dos desafios que encontramos nesse estudante.  
A psiquiatria Ana Beatriz Barbosa e Silva (2014), no livro Mentes inquietas, relata fatos de  
indivíduos com TDAH e mostra o quanto a pessoa começa a se sentir impotente e incapaz. Não  
entende a si mesmo, vive em conflitos emocionais e diariamente se culpa por não aprender. A  
cobrança que os outros (escola e família) trazem para esses estudantes potencializa essas inseguranças.  
A criança que não obtém ajuda profissional pode desenvolver problemas sérios de  
autoestima e personalidade, pode desencadear outros problemas emocionais e agravar o  
desenvolvimento para uma vida toda.  
As ações realizadas pelo psicopedagogo junto com o sujeito com transtorno  
procuram promover a reelaboração do processo de aprendizagem, assim sendo  
essa intervenção propicia uma mudança na ação do sujeito em relação à  
aprendizagem (Barbosa,2002, p. 56).  
É extremamente necessário que o profissional psicopedagogo tenha domínio e habilidades,  
que busque ser um profissional de referência e que se proponha a estar sempre em processo de  
evolução para melhor atender essas demandas de forma eficaz e responsável. A mediação do  
Profissional Psicopedagogo sempre é uma peça fundamental para a evolução de qualquer criança que  
esteja sendo atendida. Em todas as áreas que esse profissional precisa estar atuando ele será uma  
ponte que liga o estudante as suas capacidades e relações.  
Para o Psicopedagogo, aprender é um processo que implica pôr em ações  
diferentes sistemas que intervêm em todo o sujeito: a rede de relações e códigos  
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culturais e de linguagem que, desde antes do nascimento, têm lugar em cada ser  
humano à medida que ele se incorpora a sociedade (Bossa, 2019, p. 44).  
O estudante com Déficit de Atenção e Hiperatividade TDAH, certamente, tem muitos  
desafios a serem superados, na maioria dos casos eles são incompreendidos e rotulados como crianças  
desinteressadas. Para o estudante é uma missão quase impossível estar em dia com os seus afazeres  
escolares, pois enfrentam desafios, como a hiperatividade, seja ela no campo mental ou físico. A  
concentração dificilmente está voltada para uma coisa só e com isso ele se perde ao aprender, a  
multidão de pensamentos sempre está presente, a falta de controle físico ou até mesmo emocional,  
faz com esse sujeito seja interpretado como um aluno problemático, sem interesse e inquieto.  
O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, constitui-se um transtorno de  
desenvolvimento do autocontrole, que consiste em problemas com os períodos  
de atenção, controle do impulso e o nível de atividade (Barkley 2000, p. 35).  
Sendo assim, os sintomas deste transtorno são um conjunto de desatenção, impulsividade e  
hiperatividade, porém alguns indivíduos são relativamente quietos e não apresentam a hiperatividade  
física, podem ser crianças que possuem Transtorno de Déficit de Atenção, contudo a Hiperatividade  
pode ser somente mental, ou seja ela pensa em vários assuntos sem parar. Segundo Barbosa (2014),  
não significa que a hiperatividade não esteja lá, pois é um dos fatores mais desafiadores para este  
estudante.  
Portanto, o sujeito com sintomas de TDAH fica evidente desde muito cedo, entretanto na  
idade escolar, são percebidos os sintomas com mais facilidade. Tendo reflexos negativos nas áreas da  
aprendizagem e da autoestima, assim, o desenvolvimento social da criança também é prejudicado.  
Como as crianças com TDAH já apresentam problemas para manter a atenção,  
imagine como sua incapacidade de resistir a impulsos como a de abandonar uma  
tarefa enfadonha poderá exacerbar seus problemas quando trabalhar mais  
tempo por recompensas maiores (Barkley, 2000, p. 101).  
No intuito de indicar as contribuições da Psicopedagogia na mediação de estudantes com  
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é necessário primeiramente compreender o  
conceito de TDAH, bem como, a psicopedagogia e o alcance da sua mediação. É sobre esse desafio  
que tecemos as considerações deste trabalho.  
METODOLOGIA  
Por meio de pesquisas bibliográficas e de livros, este artigo foi sendo elaborado com base no  
estudo de caso cujo objetivo é apresentar as contribuições que a mediação psicopedagógica oferece  
para estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).  
A pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro disponível,  
decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros,  
artigos, teses etc. Utiliza-se de dados ou de Categorias teóricas já trabalhados por  
outros pesquisadores e devidamente registrados. Os textos tornam-se fontes dos  
temas a serem pesquisados. O pesquisador trabalha a partir das contribuições dos  
autores dos estudos analíticos constantes dos textos (Severino, 2007, p. 122).  
Entende-se que toda pergunta ou questionamentos sobre um determinado problema se faz  
necessário uma pesquisa para investigar.  
Esta pesquisa analisa compreender os desafios que o Transtorno de Déficit de Atenção e  
Hiperatividade impõe no decorrer da aprendizagem e como o psicopedagogo contribui com a  
mediação para melhorar o desenvolvimento deste estudante, sabendo que essas crianças ou  
adolescentes são mal interpretados e incompreendidas, analisando as dificuldades e os problemas  
escolares e sociais que eles enfrentam. Também foram pesquisados os instrumentos e ações que o  
profissional psicopedagogo realiza as avaliações e as intervenções como: os jogos, as narrativas,  
atividades sensoriais, e estímulos cognitivos. Corroborando com a interação social, as questões lógico  
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matemáticas, e todos os aspectos relacionados a aprendizagem, tendo como foco o olhar  
psicopedagógico para o desenvolvimento deste indivíduo como um todo.  
Esta pesquisa teve como base a leitura de livros, artigos científicos a respeito da mediação  
psicopedagógica para estudantes com TDAH, e conteúdos sobre o transtorno de déficit de atenção  
e hiperatividade.  
RESULTADOS E DISCUSSÃO  
A psicopedagogia nasce na Europa expandindo também na Argentina e em seguida chega ao  
Brasil. Trata-se de uma área de atuação que tem a necessidade de compreender os problemas de  
aprendizagem, isto com um olhar mais detalhado, entendendo que as dificuldades vão muito além  
dos interesses gerais que o estudante pode obter. A psicopedagogia surge para um olhar investigativo,  
entendendo que, tais problemas podem ser obtidos por diversos fatores que colaboram para o não  
desenvolvimento escolar.  
(...) a Psicopedagogia nasceu como uma atividade revolucionária na medida em  
que buscava saber como o sujeito aprendia de verdade, aceitando-o como ele era,  
sem fazer de conta, o que significava uma modificação muito grande no sistema  
educacional (Barbosa, 2001 apud Almeida, 2017, p. 8).  
Considerando esse olhar mais cauteloso sobre os interesses do estudante e os conflitos que  
podem ser relacionados direta ou indiretamente no desenvolvimento, a psicopedagogia nos apresenta  
oportunidades de entender o indivíduo de forma respeitosa e sem menosprezar as bagagens. A  
psicopedagogia é uma área que tem como foco entender o sujeito que aprende de maneira completa,  
sem deixar de considerar os seus aspectos sociais, ambientais e culturais.  
Nesta caminhada, fomos percebendo que o espaço da psicopedagogia não podia  
se restringir aos consultórios, mas que deveria se estender às instituições que  
promovem aprendizagem, visando principalmente a prevenção de dificuldades no  
processo de aprender. (Barbosa, 2001, p. 17 apud Almeida, 2017, p. 8 e 9).  
A psicopedagogia tem características interdisciplinares, que conta com as áreas da saúde e da  
educação para contribuir com as necessidades de cada indivíduo, entendendo que os fatores  
ambientais podem levar aos resultados positivos e negativos no desenvolvimento da aprendizagem  
humana (Lopes e Ponciano, 2025).  
Segundo Visca, (2010, apud Almeida, 2017, p. 7), “conhecer verdadeiramente como um  
sujeito aprende, torna-se um conceito revolucionário, aceitando realmente como ele é, fazendo o  
sujeito aprender de fato, isso modifica o sistema da educação”.  
A psicopedagogia tem fundamentos teóricos a partir de diversas áreas do conhecimento  
como por exemplo: a psicologia, a pedagogia, a medicina, a fonoaudiologia, entre outras. Tendo como  
foco sempre os processos de aprendizagem humana, por meio de mediações, com metodologias de  
avaliações e intervenções. Uma área que pode ser adequada e executada em diferentes cenários, com  
duas atuações marcantes como a atuação clínica e a institucional.  
De acordo com a Associação Brasileira de Psicopedagogia, no Código de Ética de  
psicopedagogia (2019, p. 01) “a intervenção psicopedagógica é da ordem do conhecimento,  
relacionada com a aprendizagem, considerando o caráter indissociável entre os processos de  
aprendizagem, as dificuldades e as possibilidades dos sujeitos e sistemas”.  
O profissional psicopedagogo, além de clínicas e escolas também pode atuar em empresas,  
ONGs, hospitais, entre outras áreas.  
A psicopedagogia clínica está voltada para um diagnóstico em relação aos problemas  
recorrentes à aprendizagem do sujeito. A psicopedagogia institucional está focada em uma ação  
preventiva, falando especificamente do âmbito escolar, o psicopedagogo irá atuar juntamente com  
professores, coordenadores pedagógicos em uma ação preventiva e em conjunto com todos que  
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participam do cotidiano escolar da criança. No ambiente empresarial o psicopedagogo terá o papel  
de auxiliar com o progresso dos colaboradores da empresa.  
A psicopedagogia clínica procura compreender de forma global e integrada os  
processos cognitivos, emocionais, sociais, culturais, orgânicos e pedagógicos que  
interferem na aprendizagem, a fim de possibilitar situações que resgatem o prazer  
de aprender em sua totalidade, incluindo a promoção da integração entre pais,  
professores, orientadores educacionais e demais especialistas que transitam o  
universo educacional do aluno (Bossa, 2011 apud Nepomocemo, 2020, p. 67).  
Contudo, considera-se que a Psicopedagogia é uma área necessária e importante para o  
desenvolvimento da aprendizagem, destaca-se que este profissional tem como foco ajudar o sujeito  
aprendente em sua relação família escola sendo mediador com as necessidades e desafios relacionados  
ao aprender.  
O comportamento TDA nasce do que se chama trio de base alterada. É com base  
nesse trio de sintomas formado por alterações da atenção, da impulsividade e  
da velocidade da atividade física e mental que se desvendará todo o universo  
TDA, o qual, muitas vezes, oscila entre a plenitude criativa e a exaustão de um  
cérebro que não para nunca. (Barbosa, 2014, p. 23).  
Segundo Barbosa (2014), não podemos pensar como se estivéssemos diante de um cérebro  
defeituoso, mas devemos sim olhar sobre um foco diferenciado, pois na verdade um cérebro TDAH,  
apresenta um funcionamento bastante peculiar, que acaba por trazer um comportamento típico,  
capaz de ser responsável tanto por suas melhores características como por suas maiores angústias e  
desacertos vitais.  
Barbosa, (2014 p. 65) salienta:  
A criança com TDA tem dificuldade em manter atenção em tarefas ou mesmo  
em atividades lúdicas. Sua atenção é fluida, escorregadia e vaporosa durante  
atividades prolongadas e em série, de caráter obrigatório ou mesmo em  
brincadeiras de grupo que envolvem regras. Para uma criança TDA, isso é tedioso  
e de fácil dispersão.  
Uma pessoa com Transtorno de Déficit de Atenção tem a grande tendência em ser  
desorganizada, em vários aspectos da vida, é aquela criança que não consegue organizar os cadernos,  
que os livros são amassados, perde os materiais facilmente e não tem concentração durante as aulas.  
Crianças com TDAH são crianças com mais dificuldade em estarem atentas por um tempo de  
explicação ou de uma história.  
Com frequência mexe ou sacode os pés e mãos, remexe-se no assento, levanta-se  
da carteira. Não consegue manter-se quieta, mesmo em situações em que espera  
que o faça. É o tal “bichocarpinteiro”, o “prego na carteira”, o “motorzinho nas  
pernas (Barbosa, 2014, p. 70).  
A criança TDAH dificilmente permanecerá atenta durante toda a aula, para ela, qualquer  
movimentação é um fator para sair do foco, por isso muitas crianças com esse transtorno são  
incompreendidas e rotuladas de forma negativa, as vezes pelos professores ou familiares e por  
colegas. Muitas das vezes, a criança cresce com a convicção de que realmente ele não é capaz de se  
concentrar e que, por mais que ele tente, não irá conseguir. A frustração é algo que pode ser um  
grande gatilho nesses casos, um TDAH mal compreendido por quem está ao seu redor gera muitos  
questionamentos e pode levar a ações irreversíveis.  
Este comportamento diferenciado não tem nenhuma relação com déficit  
intelectual. Na verdade, com extrema frequência, a criança TDA é bastante  
inteligente e criativa. Pode aparentar imaturidade em comparação com outras  
crianças da mesma idade, no aspecto emocional e no comportamento manifesto,  
mas não em relação à capacidade cognitiva. Com tratamento adequado, aquela  
criança aparentemente imatura equipara-se às demais (Barbosa, 2014 p. 75).  
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Pessoas com TDAH sejam elas crianças ou já adultas, quando não acompanhadas  
adequadamente, encontram grandes desafios para conseguirem se concentrar em ocasiões que exigem  
engajamento atencional.  
Longe do conceito de doença, a meu ver TDAH é um funcionamento mental acelerado,  
inquieto, capaz de produzir, incessantemente, ideias que por vezes se apresentam de modo brilhante  
ou se amontoam de maneira atrapalhada, quando não encontram um direcionamento correto.  
(Barbosa, 2014, p. 17).  
Aprendentes com Transtorno de Déficit de atenção e hiperatividade são estudantes que  
necessitam de acompanhamento diário, pois enfrentam grandes desafios em sua jornada escolar e no  
desenvolvimento. Ter profissionais qualificados e comprometidos com estes estudantes irá fazer uma  
grande diferença na trajetória.  
Sendo assim, compreende-se o quanto um acompanhamento psicopedagógico pode ser  
valioso. Por meio, do atendimento psicopedagógico o aprendente irá ser assistido com um olhar mais  
específico, procurando adequar de forma lúdica e espontânea as áreas que oferecem dificuldades para  
ele.  
Para Kiguel (1991),  
o objeto central de estudo da Psicopedagogia está se estruturando em torno do  
processo de aprendizagem humana: seus padrões evolutivos normais e  
patológicos bem como a influência do meio (família, escola, sociedade) no seu  
desenvolvimento (apud Bossa, 2019 p. 25).  
Pensando em um aprendente que já está corretamente diagnosticado com o Transtorno de  
Déficit de Atenção e Hiperatividade, por meio de uma equipe multidisciplinar, envolvendo psicólogo,  
fonoaudiólogo, neuropediatra entre outros profissionais, serão iniciadas as ações de intervenção e  
mediação direcionadas para estimular este indivíduo no processo de aprendizagem.  
A psicopedagogia é a abordagem que investiga e compreende o processo de  
aprendizagem e a relação que o sujeito aprendente estabelece com ela,  
considerando a interação dos aspectos sociais, culturais e familiares. O  
psicopedagogo articula contribuições de áreas como a psicologia, pedagogia e  
medicina, entre outras, com o objetivo de pôr à disposição do indivíduo a  
construção do seu conhecimento e a retomada do seu processo de aprendizagem.  
E, ainda busca possibilitar o florescimento de novas necessidades, de modo a  
provocar o desejo de aprender e não somente uma melhora no rendimento  
escolar (Ferreira, 2008 apud Cruvinel, 2014, p. 101).  
Pensando em todo percurso que a Psicopedagogia enfrenta em relação ao outro e ao  
aprendizado e desenvolvimento, podemos enxergar o quanto a Psicopedagogia colabora com um  
estudante que tenha o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), sabendo que as  
dificuldades são imensas e que todo estudante com este transtorno sofre em várias áreas da vida. O  
TDAH é caracterizado por três sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Sendo um  
transtorno neurobiológico e de causas genéticas, ou até mesmo, agravado por causas ambientais.  
Compreendendo os desafios que este transtorno impõe para o indivíduo, o profissional  
psicopedagogo irá trabalhar com técnicas e instrumentos para corroborar com os processos de  
aprendizagem e os conflitos sociais e familiares, sendo imprescindível avaliar e entender o ambiente  
em que o aprendente está inserido, além de estar ciente da sua realidade escolar. Através da mediação  
psicopedagógica, o estudante irá adquirindo controle inibitório, concentração, coordenação motora,  
paciência, interação social, autorregulação, questões lógico matemáticas e confiança para exercer  
tarefas. A psicopedagogia estimula a cognição de maneira lúdica, ressignificando os valores e as  
capacidades do indivíduo. Contudo, em relação ao convívio social é fundamental auxiliar e ter um  
olhar acolhedor para as dificuldades que o outro também enfrenta para compreender este estudante.  
O psicopedagogo trabalhará com as intervenções, compreendendo as suas necessidades de  
forma individual e voltadas para o indivíduo mediante os seus desafios particulares. Uma criança ou  
adolescente com TDAH, assim como qualquer outra pessoa, precisa ser valorizada como um ser  
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único e com valores e capacidades únicas, não se deve rotular ou limitar, independente, de seu  
diagnóstico.  
Segundo Edyleine (2002 apud Silva, 2019), o psicopedagogo irá atuar intervindo diretamente  
na dificuldade escolar em que a criança está enfrentando, esclarecendo pontos e preenchendo as  
lacunas, reforçando assim os conteúdos propostos, utilizando métodos e estratégias para uma  
aprendizagem seja adequada ao aprendente e ressaltando aos educadores. Jogos sensório-motores,  
xadrez, carta, jogo de memória, quebra-cabeça, damas, pega varetas, entre outros a terapêutica,  
preventiva ou de inclusão, porém independente do trabalho a ser feito nas escolas ou nas clínicas,  
faz-se necessário compreender todo o repertório em que esta criança ou adolescente está inserida.  
Os recursos psicopedagógicos, como a leitura de um livro que desperte a atenção, desenhos  
e expressões livres, como: pintar, modelar e criar, a estimulação cognitiva de maneira lúdica utilizando  
jogos, brincadeiras que fazem a criança ter a experiência de ganhar e perder, são recursos que irão  
auxiliar essa criança a entender o seu lugar e seus limites sociais, interagir por meio de jogos, por  
exemplo, possibilita a construção da noção de limites e amadurecimento das capacidades cognitivas.  
O Reforço de estímulos das suas qualidades é também uma estratégia a ser considerada.  
Efeito terapêutico está implícito no próprio ato de jogar e mais precisamente na interpretação  
do terapeuta, quando este, devidamente preparado, pode inferir o sentido latente que se mostra no  
jogo, pois ele funciona como uma via de expressão metonímia do desejo. No âmbito da  
psicopedagogia tal interpretação significa tornar explícito, ao paciente os aspectos do seu mundo  
psíquico que incidem como obstáculos à aprendizagem (Bossa, 2007apud Cruvinel, 2014, p. 110-111).  
O trabalho psicopedagógico é extremamente necessário para crianças e adolescentes com  
TDAH, pois esses alunos irão precisar de uma mediação para canalizar as suas energias e controlar  
os seus impulsos. O psicopedagogo irá trabalhar de maneira lúdica sua autoestima e seus limites, por  
meio de oficinas psicopedagógicas, visando prevenir os conflitos ou através de jogos e brincadeiras  
para ajudar esse indivíduo a estimular as capacidades cognitivas, a fim de controlar as suas reações e  
emoções. Ensinando a criança ou o adolescente a esperar a sua vez, através de jogos, de maneira leve  
e descontraída, ou através de brincadeiras lúdicas que favorecem o convívio social, o  
desenvolvimento cognitivo, sensório-motor e emocional. Estas mediações são muito importantes,  
pois estimulam as habilidades de autorregulação, bem como o controle inibitório.  
Considerações finais  
Entendemos que a psicopedagogia é uma área que estuda os processos de aprendizagem, e  
trabalha os processos cognitivos do indivíduo, considerando a subjetividade e a objetividade de cada  
sujeito aprendente, colaborando para um progresso na aprendizagem.  
Portanto, este trabalho foi elaborado para refletir o quanto a mediação psicopedagógica é  
fundamental para estudantes com TDAH, fazendo com que a criança/adolescente entenda as  
capacidades, compreendendo a própria maneira de absorver as informações e executá-las com  
confiança. A psicopedagogia estuda as ações de aprender e ensinar, levando em consideração as  
particularidades. Nesta perspectiva é imprescindível que estudantes com TDAH sejam devidamente  
acompanhados por um profissional psicopedagogo, visando que este aluno em desenvolvimento não  
sendo acompanhado, o seu rendimento escolar e o convívio social tornam-se difícil e muita das vezes  
insustentável.  
Sendo assim, cabe ao papel do psicopedagogo entender os desafios que o transtorno de  
déficit de atenção e hiperatividade propõe e enxergar que cada ser humano é único em sua essência,  
trabalhar o desenvolvimento de forma intencional respeitando os limites, possibilitando através das  
mediações psicopedagógicas novos olhares para aprendizagem, e assim de forma lúdica e com  
comprometimento, ressignificando as formas de aprender.  
Referências  
Revista Científica Educ@ção v.11● n.17● jan-dez/2026 ●Demanda contínua.  
RCE  
REVISTA CIENTÍFICA EDUC@ÇÃO  
ISSN 2526-8716  
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Fucamp, v. 13, nº 19, p. 95-105, 2014.  
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Disponível  
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RUBINSTEIN, E. A especificidade do diagnóstico psicopedagógico. In: SISTO, F. F. et al. (Coord.)  
Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. 6. Ed. Petrópolis: Vozes, 2001. P. 127-139.  
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 23ª Edição. São Paulo: Cortez, 2007.  
SILVA, Kianne Larissa Soares da. Intervenção do psicopedagogo em crianças com transtorno de  
déficit de atenção e hiperatividade. Congresso Nacional de Educação, Fortaleza, 2019.  
Submetido em mês de julho 2025  
Aprovado em mês de janeiro 2026  
Informações do (a) (s) autor(a)(es)  
Nome do autor: Cibele Melo Lemes  
Afiliação Institucional: Universidade Santo Amaro (UNISA)  
Informações do (a) (s) autor(a)(es)  
Nome do autor: Claudio Neves Lopes  
Afiliação institucional: Universidade Santo Amaro (UNISA)  
Revista Científica Educ@ção v.11● n.17● jan-dez/2026 ●Demanda contínua.  
RCE  
REVISTA CIENTÍFICA EDUC@ÇÃO  
ISSN 2526-8716  
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