RCE
REVISTA CIENTÍFICA EDUC@ÇÃO
ISSN 2526-8716
único e com valores e capacidades únicas, não se deve rotular ou limitar, independente, de seu
diagnóstico.
Segundo Edyleine (2002 apud Silva, 2019), o psicopedagogo irá atuar intervindo diretamente
na dificuldade escolar em que a criança está enfrentando, esclarecendo pontos e preenchendo as
lacunas, reforçando assim os conteúdos propostos, utilizando métodos e estratégias para uma
aprendizagem seja adequada ao aprendente e ressaltando aos educadores. Jogos sensório-motores,
xadrez, carta, jogo de memória, quebra-cabeça, damas, pega varetas, entre outros a terapêutica,
preventiva ou de inclusão, porém independente do trabalho a ser feito nas escolas ou nas clínicas,
faz-se necessário compreender todo o repertório em que esta criança ou adolescente está inserida.
Os recursos psicopedagógicos, como a leitura de um livro que desperte a atenção, desenhos
e expressões livres, como: pintar, modelar e criar, a estimulação cognitiva de maneira lúdica utilizando
jogos, brincadeiras que fazem a criança ter a experiência de ganhar e perder, são recursos que irão
auxiliar essa criança a entender o seu lugar e seus limites sociais, interagir por meio de jogos, por
exemplo, possibilita a construção da noção de limites e amadurecimento das capacidades cognitivas.
O Reforço de estímulos das suas qualidades é também uma estratégia a ser considerada.
Efeito terapêutico está implícito no próprio ato de jogar e mais precisamente na interpretação
do terapeuta, quando este, devidamente preparado, pode inferir o sentido latente que se mostra no
jogo, pois ele funciona como uma via de expressão metonímia do desejo. No âmbito da
psicopedagogia tal interpretação significa tornar explícito, ao paciente os aspectos do seu mundo
psíquico que incidem como obstáculos à aprendizagem (Bossa, 2007apud Cruvinel, 2014, p. 110-111).
O trabalho psicopedagógico é extremamente necessário para crianças e adolescentes com
TDAH, pois esses alunos irão precisar de uma mediação para canalizar as suas energias e controlar
os seus impulsos. O psicopedagogo irá trabalhar de maneira lúdica sua autoestima e seus limites, por
meio de oficinas psicopedagógicas, visando prevenir os conflitos ou através de jogos e brincadeiras
para ajudar esse indivíduo a estimular as capacidades cognitivas, a fim de controlar as suas reações e
emoções. Ensinando a criança ou o adolescente a esperar a sua vez, através de jogos, de maneira leve
e descontraída, ou através de brincadeiras lúdicas que favorecem o convívio social, o
desenvolvimento cognitivo, sensório-motor e emocional. Estas mediações são muito importantes,
pois estimulam as habilidades de autorregulação, bem como o controle inibitório.
Considerações finais
Entendemos que a psicopedagogia é uma área que estuda os processos de aprendizagem, e
trabalha os processos cognitivos do indivíduo, considerando a subjetividade e a objetividade de cada
sujeito aprendente, colaborando para um progresso na aprendizagem.
Portanto, este trabalho foi elaborado para refletir o quanto a mediação psicopedagógica é
fundamental para estudantes com TDAH, fazendo com que a criança/adolescente entenda as
capacidades, compreendendo a própria maneira de absorver as informações e executá-las com
confiança. A psicopedagogia estuda as ações de aprender e ensinar, levando em consideração as
particularidades. Nesta perspectiva é imprescindível que estudantes com TDAH sejam devidamente
acompanhados por um profissional psicopedagogo, visando que este aluno em desenvolvimento não
sendo acompanhado, o seu rendimento escolar e o convívio social tornam-se difícil e muita das vezes
insustentável.
Sendo assim, cabe ao papel do psicopedagogo entender os desafios que o transtorno de
déficit de atenção e hiperatividade propõe e enxergar que cada ser humano é único em sua essência,
trabalhar o desenvolvimento de forma intencional respeitando os limites, possibilitando através das
mediações psicopedagógicas novos olhares para aprendizagem, e assim de forma lúdica e com
comprometimento, ressignificando as formas de aprender.
Referências
Revista Científica Educ@ção v.11● n.17● jan-dez/2026 ●Demanda contínua.