Os hábitos correspondem a comportamentos repetidos que, ao longo do tempo, tornam-se
automáticos e incorporados à rotina dos indivíduos. Sob a perspectiva da psicologia, entende-se que
tais ações são construídas por meio da repetição contínua em contextos específicos, reduzindo a
necessidade de esforço consciente para sua execução. Nesse sentido, afirma-se que “os hábitos são
comportamentos recorrentes que ocorrem de forma automática, sem necessidade de reflexão
constante” (Rizzi, 2023). Dessa forma, a consolidação de hábitos resulta de processos de aprendizagem
que associam estímulos, respostas e recompensas. Consequentemente, essas práticas exercem forte
influência sobre a saúde e o comportamento humano. Portanto, compreender esse conceito é essencial
para analisar a formação de padrões saudáveis na adolescência.
Além disso, os hábitos saudáveis podem ser compreendidos como práticas que favorecem o
bem-estar físico, mental e social dos indivíduos. Nesse contexto, incluem-se comportamentos como a
prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e cuidados com a saúde emocional. De
acordo com Almeida et al. (2023), os comportamentos saudáveis na adolescência devem ser
incentivados de forma contínua, considerando os diversos espaços de convivência dos jovens, como
família e escola. Assim, observa-se que a construção desses hábitos está diretamente relacionada ao
ambiente social e às oportunidades de desenvolvimento oferecidas ao adolescente. Ademais, tais
práticas desempenham papel preventivo em relação a doenças e condições de risco. Logo, a adoção de
hábitos saudáveis constitui um fator determinante para a promoção da qualidade de vida.
Além dos benefícios físicos, a construção de hábitos saudáveis está associada ao
fortalecimento da saúde mental e das competências socioemocionais dos adolescentes. Conforme
discutido por Silva (2025), ambientes educacionais que estimulam a prática regular de atividades
corporais favorecem o desenvolvimento do autocuidado, da disciplina e da autoestima. Nesse
contexto, a participação em modalidades esportivas contribui para a redução de situações de estresse
e para a melhoria das relações interpessoais. A vivência de desafios, metas e superações durante as
atividades físicas também auxilia na formação da autoconfiança e da resiliência. Dessa maneira, a
adoção de práticas esportivas não se restringe à promoção da saúde física, mas atua de forma integrada
no desenvolvimento emocional e social dos jovens. Assim, o incentivo a essas experiências torna-se
fundamental para a consolidação de um estilo de vida saudável e equilibrado.
Sob outra perspectiva, a literatura recente destaca que a adolescência é um período decisivo
para a consolidação de comportamentos que impactam a saúde futura. Conforme González et al.
(2025), trata-se de uma fase crítica para o estabelecimento de hábitos que favorecem um estilo de vida
ativo e saudável ao longo da vida. Nesse sentido, a prática de atividades físicas, incluindo a natação,
revela-se fundamental nesse processo formativo. Além disso, estudos indicam que a participação em
atividades esportivas contribui significativamente para o desenvolvimento físico, psicológico e social
dos adolescentes. Desse modo, percebe-se que os hábitos adquiridos nesse período tendem a persistir
na vida adulta. Portanto, investir na formação de hábitos positivos durante a adolescência torna-se uma
estratégia relevante para a saúde pública.
Em contrapartida, a ausência de hábitos saudáveis, especialmente relacionados à atividade
física, contribui para o aumento do sedentarismo entre jovens. Dados recentes indicam que uma
parcela significativa dos adolescentes apresenta baixos níveis de atividade física, o que pode acarretar
prejuízos à saúde a curto e longo prazo. Nesse sentido, observa-se que muitos jovens são classificados
como pouco ativos, evidenciando a necessidade de intervenções eficazes (Meneses et al., 2024).
Ademais, fatores como o uso excessivo de tecnologias e mudanças no estilo de vida têm contribuído
para esse cenário preocupante. Assim, torna-se fundamental promover alternativas que incentivem
práticas saudáveis. Consequentemente, destaca-se a importância de modalidades esportivas acessíveis
e atrativas.
Diante desse contexto, a natação destaca-se como uma prática capaz de contribuir
significativamente para a construção de hábitos saudáveis na adolescência. Estudos apontam que essa
modalidade proporciona benefícios amplos, incluindo melhorias na saúde mental, no condicionamento
físico e no desenvolvimento social dos praticantes (Oliveira; Silva, 2023). Além disso, trata-se de um
esporte completo, que estimula diferentes capacidades físicas e favorece a adesão contínua à atividade
física. Portanto, sua inclusão em programas educacionais e de saúde pode representar uma estratégia
Revista Científica Educ@ção v.12● n.18● edição especial/2026.