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REVISTA CIENTÍFICA EDUC@ÇÃO  
ISSN 2526-8716  
ANÁLISE DOS RESULTADOS DOS ESTUDOS ACADÊMICOS QUE  
TRATAM DE EDUCAÇÃO EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS:  
Um panorama brasileiro no período de 2018 a 2023  
Resumo  
A presente pesquisa objetivou investigar o que revela a produção acadêmica no campo da pedagogia sobre  
a educação formal nos espaços não formais. Para tanto foi realizada uma pesquisa bibliográfica seguida de  
análise de conteúdo e sistematização dos artigos explorados. O campo amostral inicial da pesquisa contou  
com 16 trabalhos, que, após análise e enquadramento dos mesmos, reduziu-se a amostra para 4 artigos com  
foco específico na educação formal em espaços não formais considerando a educação básica. O estudo  
contribui com o início da reflexão de práticas e métodos educacionais que podem ser aproveitados por  
docentes e escolas. Os estudos concluem que a pesquisa acadêmica recente no campo da pedagogia não  
estabeleceu uma base abrangente que permita que docentes e coordenadores educacionais acessem uma  
diversidade de métodos e práticas relativos ao exercício da educação formal em espaços não formais. Por  
fim, sugere-se que a pesquisa em tela seja expandida para verificar a aderência entre as práticas já  
estabelecidas nas escolas para o desenvolvimento de educação formal em espaços não formais com o  
desenvolvimento da literatura nesse campo.  
Palavras-chave: espaços não formais; educação formal  
RESULT FROM THE ANALYSIS OF ACADEMIC STUDIES FOCUSED  
ON EDUCATION IN NON-FORMAL SPACES: Brazilian panorama from  
2018 to 2023  
Abstract  
This research aimed to investigate what academic production in the field of pedagogy reveals  
about formal education in non-formal spaces. To this end, bibliographical research was carried  
out followed by content analysis and systematization of the articles explored. The initial sampling  
field of the research included 16 works, which, after analyzing and framing them, reduced the  
sample to 4 articles with a specific focus on formal education in non-formal spaces considering  
basic education. The study contributes to the beginning of reflection on educational practices and  
methods that can be used by teachers and schools. The studies conclude that recent academic  
research in the field of pedagogy has not established a comprehensive basis that allows teachers  
and educational coordinators to access a diversity of methods and practices related to the exercise  
of formal education in non-formal spaces. Finally, it is suggested that the research in question be  
expanded to verify the adherence between practices already established in schools for the  
development of formal education in non-formal spaces with the development of literature in this  
field.  
Keywords: non-formal spaces; formal education  
ANÁLISIS DE LOS RESULTADOS DE ESTUDIOS ACADÉMICOS  
SOBRE EDUCACIÓN EN ESPACIOS NO FORMALES: Un panorama  
brasileño de 2018 a 2023  
Revista Científica Educ@ção v.11● n.17● jan-dez/2026 ●Demanda contínua.  
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Resumen  
Esta investigación tuvo como objetivo indagar qué revela la producción académica en el campo de la  
pedagogía sobre la educación formal en espacios no formales. Para ello se realizó una investigación  
bibliográfica seguida de análisis de contenido y sistematización de los artículos explorados. El campo  
muestral inicial de la investigación incluyó 16 trabajos, los cuales, luego de analizarlos y encuadrarlos,  
redujeron la muestra a 4 artículos con un enfoque específico en la educación formal en espacios no formales  
considerando la educación básica. El estudio contribuye al inicio de una reflexión sobre las prácticas y  
métodos educativos que pueden ser utilizados por profesores y escuelas. Los estudios concluyen que las  
investigaciones académicas recientes en el campo de la pedagogía no han establecido una base integral que  
permita a docentes y coordinadores educativos acceder a una diversidad de métodos y prácticas relacionadas  
con el ejercicio de la educación formal en espacios no formales. Finalmente, se sugiere ampliar la  
investigación en cuestión para verificar la adherencia entre prácticas ya establecidas en las escuelas para el  
desarrollo de la educación formal en espacios no formales con el desarrollo de la literatura en este campo.  
Palabras-clave: espacios no formales; educación formal  
INTRODUÇÃO  
Não é uma coincidência que a educação formal contemporânea ocorra majoritariamente em espaços  
formais. Conforme pontuado por Percy Smith (2012), o contexto e o ambiente influenciam como as crianças  
participam dos processos de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, criar ambientes que facilitam as  
experiências pedagógicas representa uma estratégia importante para o desenvolvimento dos educandos.  
Entretanto, os espaços formais também possuem suas limitações, lacunas e pontos fracos, deve-se  
considerar que eles são restritivos por natureza e muitas vezes não conseguem simular as realidades  
vivenciadas no cotidiano das pessoas (Le Bourdon, 2018). Assim, entende-se que mesclar espaços formais  
e não formais seja uma tática ideal de composição dos ambientes utilizados para ensino-aprendizagem.  
Von Simson et al (2001) valorizam os espaços não formais como meio eficaz nos processos de  
ensino e aprendizagem, eles propõem que os espaços não formais para a educação podem ser caracterizados  
através dos seguintes elementos e princípios: i) apresentar caráter voluntário; ii) proporcionar elementos  
para socialização e a solidariedade; iii) visar ao desenvolvimento social, evitar formalidades e hierarquias; iv)  
favorecer a participação coletiva; v) proporcionar a participação social de forma descentralizada.  
Considerando a caracterização dos espaços não formais proposta por Von Simson et al (2001),  
entende-se relevante o estudo dos avanços e resultados da educação em espaços não formais no Brasil  
devido às oportunidades de aprendizado que podem ser oferecidas por esse sistema, oportunidades que  
complementam e agregam valor ao sistema formal de ensino, concedendo o suporte necessário para que  
haja transformação social através da educação.  
Anteriormente à definição dos objetivos da presente pesquisa, cabe a definição de espaço formal  
de educação e, consequentemente, de espaço não formal. Para tanto, utilizou-se a Lei 9394/96 de Diretrizes  
e Bases da Educação Nacional, que preconiza que o espaço formal é o espaço escolar relacionado às  
Instituições Escolares da Educação Básica e do Ensino Superior. Trata-se da escola propriamente dita com  
todas as suas dependências: salas de aula, laboratórios, quadras de esportes, biblioteca, brinquedoteca, pátio  
e refeitório. Neste sentido, o presente estudo considerará o espaço formal como sinônimo de espaço escolar,  
sendo todos os outros possíveis espaços para educação considerados como espaço não formal.  
Como o conjunto de espaços não formais é muito amplo, serão consideradas duas categorias  
distintas para qualificar com mais precisão esses espaços, conforme proposto por Jacobucci (2008): espaços  
institucionais (museus, parques, zoológicos, jardins botânicos, complexos tecnológicos e científicos);  
espaços não institucionais (praias, cidades, praças, paisagens naturais, paisagens antrópicas).  
Outra questão importante que fundamenta a pesquisa em tela refere-se aos tipos de educação  
(educação formal, educação não formal, e educação informal) que podem ocorrer em espaços não formais.  
De um modo geral, existem três campos de atuação na educação, sendo: educação formal, educação  
não formal, e educação informal. A educação formal é caracterizada pela aprendizagem vivenciada dentro  
da escola, que é obrigatória e baseada nas leis educacionais. Já a educação não formal é aquela existente em  
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espaços que são também educacionais, porém não são denominados como escola formal (e.g: ONGs,  
museus, oficinas educativas, hospitais, etc.). E, por último, a educação informal é aquela presente nos valores  
culturais e sociais, vivenciada de diferentes formas dentro das diversas realidades sociais existentes.  
(Bianconi e Caruso, 2005).  
O trabalho proposto somente focará na análise dos avanços e resultados da educação formal em  
espaços não formais (institucionais e não institucionais) no Brasil, não abordando então a educação informal  
em espaços não formais.  
Tomando como exemplo um zoológico, considerado como espaço não formal institucional, ele  
poderia ser palco de educação formal, educação não formal, e educação informal. Entretanto, para  
enquadramento do presente estudo, foram analisadas somente exemplos de educação formal: quando alunos  
o visitam com uma atividade totalmente estruturada por sua escola; e não formal: quando uma ONG, por  
exemplo, desenvolve uma oficina educativa com seu público.  
OBJETIVOS DA PESQUISA  
O objetivo principal da presente pesquisa é investigar o que revela a produção acadêmica, do  
período de 2018 a 2023, no campo da pedagogia sobre a educação formal nos espaços não formais.  
Para isso, foi necessário realizar alguns procedimentos: (i) Compreender se o tema é relevante para  
a comunidade acadêmica no campo da pedagogia; (ii) Organizar numericamente a produção acadêmica  
para acessar as produções mais relevantes; (iii) Descrever as principais evoluções das práticas de educação  
formal em espaços não formais no Brasil; (iv) Mapear as tendências desse campo de atuação educacional.  
METODOLOGIA  
A metodologia predominante possui uma abordagem qualitativa, através de pesquisa bibliográfica,  
com a utilização de contribuições de outros autores já registradas em periódicos e teses (Severino, 2018;  
Flick, 2013).  
Para a captação das informações necessárias para a consecução desta pesquisa, foram utilizados  
artigos científicos e teses acadêmicas disponíveis em plataformas de publicações e bibliotecas virtuais,  
considerando o Google Acadêmico e as bases eletrônicas disponibilizadas pelo SENAC, com destaque para:  
Editora Senac São Paulo; Biblioteca Virtual Pearson; EBSCOHost. Também foram utilizados acervos de  
Universidades, sites e blogs que abordam o tema em questão no intervalo de tempo entre os anos de 2018  
e 2023.  
O termo de busca nas plataformas de publicações e bibliotecas virtuais foi “Educação em espaços  
não formais” nos campos de título, resumo e palavras-chave, considerando apenas a produção desenvolvida  
em território nacional entre os anos de 2018 e 2023.  
Após a captação das informações através das fontes acadêmicas mencionadas, foram realizadas  
análises bibliográficas e de conteúdo seguindo a proposta de Bardin (2011), conforme apresentado na Tabela  
1.  
Tabela 1: Métodos de Coleta e Análise  
Métodos de Coleta e  
Vertentes da Pesquisa  
Revisão Bibliográfica  
Questões Norteadoras  
Objetivos Específicos  
Análise  
Há número significativo de  
publicações em periódicos  
brasileiros e internacionais  
sobre educação formal em  
espaços não formais no Brasil?  
A bibliografia consolidada até  
o momento possui número  
significativo de citações e está  
presente em periódicos  
(i) Compreender se o  
tema é relevante para a  
comunidade acadêmica no  
campo da pedagogia.  
Análise bibliográfica  
(ii) Organizar  
numericamente a  
produção acadêmica para  
acessar as produções mais  
Análise bibliográfica  
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Métodos de Coleta e  
Análise  
Vertentes da Pesquisa  
Questões Norteadoras  
Objetivos Específicos  
relevantes.  
conceituados no campo da  
pedagogia?  
Há evoluções descritas nas  
pesquisas sobre as práticas de  
educação em espaços não  
formais no Brasil?  
(iii) Descrever as  
principais evoluções das  
práticas de educação em  
espaços não formais no  
Brasil  
Análise de  
Conteúdo  
Análise da evolução e das  
tendências  
Há consenso acadêmico em  
relação às tendências das  
práticas de educação em  
(iv) Mapear as tendências  
desse campo de atuação  
educacional  
espaços não formais no Brasil?  
Fonte: elaborado pelo autor (2024).  
Os resultados das buscas totalizaram a princípio 16 trabalhos, sendo 15 artigos acadêmicos e uma  
tese de doutorado. Os 16 trabalhos se encontram em 14 instituições distintas sendo 12 revistas acadêmicas,  
um congresso e uma faculdade. Na sequência, através da análise dos resumos e metodologias, foram  
selecionadas apenas as produções que tratavam de educação formal em espaços não formais, reduzindo  
assim o tamanho amostral para 5 artigos científicos. Na sequência, foram considerados apenas os artigos  
que abordavam a educação do ensino médio, fundamental e básico, excluídos os estudos de graduação e  
pós-graduação, resultando na amostra final selecionada de 4 artigos. Por fim, foram realizadas análise  
bibliográfica e de conteúdo para os 4 objetivos específicos apresentados na Tabela 1.  
Notou-se grande diversidade das revistas acadêmicas na amostragem inicial, a única revista que se  
repetiu foi a REMEC - Revista de Educação em Ciências e Matemáticas, com três artigos publicados sobre  
o tema entre 2018 e 2023. Dentre os 5 trabalhos selecionados para a análise bibliográfica e de conteúdo, não  
houve repetição de revista acadêmica, ou seja, cada artigo foi publicado em uma revista distinta.  
RESULTADOS E DISCUSSÃO  
A abordagem acerca da educação em espaços não formais vem ganhando destaque nos debates  
recentes sobre Educação no Brasil (Seiffert-Santos e Cunha, 2018). Entretanto, tendo como base a produção  
acadêmica considerada no presente trabalho, nota-se ainda um predomínio de publicação em periódicos  
qualificados pela CAPES entre B3 e C, o que significa periódicos de média e baixa relevância. A exceção  
amostral deve-se à Revista de Educação em Ciências e Matemáticas com Qualis A2 (periódicos de excelência  
internacional). Vale salientar que independentemente da relevância atribuída pela CAPES, o presente  
trabalho avaliou objetivamente as contribuições dos 4 artigos para a educação formal em espaços não  
formais. As discussões e resultados dos 4 artigos em questão são apresentadas na sequência por ordem  
cronológica, do mais antigo para o mais recente.  
Iniciando com as contribuições de Dinardi, Feiffer e Felippelli (2018), intitulado “o uso de praças  
públicas como espaço não formal de educação”, os autores, através de questionários semiestruturados  
aplicados a turmas do 6º ano de uma escola pública estadual do município de Uruguaiana, exploraram como  
professores utilizam a praça pública Dom Pedro II (Parcão), como palco para o ensino formal.  
A praça Dom Pedro II foi selecionada por apresentar características propícias para o ensino e a  
aprendizagem de ciências, possuindo um relógio de sol, uma pista de skate, uma pista de caminhada, uma  
ciclovia e uma diversidade de árvores e arbustos nativos e exóticos (Dinardi; Feiffer; Felippelli, 2018).  
O estudo constatou que a praça está sendo pouco utilizada como ferramenta de ensino formal,  
entretanto demonstra que há interesse dos alunos por atividades do ensino formal em espaços não formais  
e apresenta possibilidade de uso da praça, tais como: utilizar o Relógio do Sol para explorar assuntos como  
pontos cardeais e história da marcação das horas; explorar as características das espécies arbóreas da praça,  
a origem destas, floração, frutificação, entre outras características morfológicas e ecológicas; utilizar da pista  
de skate para discutir gravidade, massa e peso, Leis de Newton, atrito e velocidade (Dinardi; Feiffer;  
Felippelli, 2018).  
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Dos Reis et al (2019) também se utilizam da aplicação de questionários semiestruturados para  
analisar o ensino formal de ciências em espaços não formais, focando a pesquisa em 5 docentes do ensino  
fundamental II de Boa Vista, Roraima.  
Observou-se nessa pesquisa que, no campo amostral analisado, os professores consideram que a  
utilização de espaços não formais para o estudo das ciências complementam o processo de ensino e  
aprendizagem. As práticas educativas em espaços não formais possibilitam relacionar conteúdos abordados  
em sala de aula com a realidade além do espaço escolar (Reis et al., 2019). Verificou-se que, apesar de não  
apresentarem clareza na conceituação de espaços não formais, os professores percebem a importância desses  
espaços como ferramenta colaborativa para o aprendizado do educando.  
Como dificuldade principal para a utilização dos espaços não formais no estudo das ciências, os  
professores envolvidos na pesquisa mencionaram a questão logística, financeira e falta de apoio  
administrativo escolar (Reis et al., 2019).  
Araujo (2021) desenvolveu uma pesquisa bibliográfica para caracterizar estudos que explorassem  
atividades de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em espaços não formais. Nessa pesquisa,  
o autor argumenta que o espaço não formal é utilizado por diversos públicos na educação formal, incluindo  
a Educação de Jovens e Adultos. Entretanto, o estudo não apresenta quais foram as práticas educativas, os  
conteúdos ou os métodos utilizados nos espaços não formais pela EJA. Araujo (2021) conclui que a EJA  
também tem sua vivência utilizada para confrontar os mais diversos saberes no âmbito educacional.  
O trabalho desenvolvido por Da Silva et al (2022) foca no potencial interdisciplinar que os espaços  
não formais institucionais podem propiciar às práticas educativas, considerando museus de ciências e  
história natural como caso de estudo.  
Apesar de Da Silva et al (2022) conceituar a educação não formal diferentemente do presente  
trabalho ao considerar que: “a educação não-formal é definida como a educação que acontece fora do  
ambiente formal de ensino, ou seja, fora do ambiente escolar.” O artigo traz menções diretas de como  
professores da educação formal podem utilizar museus de ciências e história natural para desenvolver  
atividades interdisciplinar, ou seja, como a educação formal pode se utilizar de espaços não formais  
institucionais para aprimoramento da abordagem interdisciplinar das disciplinas do currículo comum.  
Como exemplo das práticas propostas por Da Silva et al (2022) para aplicação de abordagens  
interdisciplinares, vale destacar as exposições de ciências naturais em museus, que podem ser palco para a  
condução de discussões sobre biodiversidade, zoologia e ecologia. Possibilitando que o docente trabalhe os  
conceitos de cadeia alimentar, equilíbrio ecológico, função ecológica, espécies de importância medicinal,  
espécies vetores de doenças, espécies polinizadoras e dispersoras de sementes, processos evolutivos entre  
outros.  
Da Silva et al (2022) enfatizam através de revisão bibliográfica a importância da interdisciplinaridade  
para uma educação emancipatória e fundamentada em problemas reais, nesse sentido, os autores se alinham  
à BNCC que propõe uma educação transversal e integradora, conforme citado em um de seus 10 planos de  
ação para a aprendizagem:  
Decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e  
fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais  
dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem  
(Brasil, 2017, p. 12).  
A Tabela 2 sumariza as principais características dos estudos analisados na presente pesquisa, nota-  
se que as pesquisas utilizaram como metodologia ou a revisão bibliográfica (50% dos estudos) ou a análise  
qualitativa através de aplicação de questionários semiestruturados (50% dos estudos). A definição dos  
espaços não formais foi bem heterogênea, sendo que uma dentre as quatro pesquisas não definiu em qual  
tipo de espaço não formal ela trabalhou, Dinardi, Feiffer e Felippelli, (2018) trabalharam com foco em uma  
praça pública e Da Silva et al (2022) com foco em museus de ciências e história natural.  
Por fim, 3 dos 4 estudos apontaram alternativas para a realização das atividades educacionais em  
espaços não formais, auxiliando assim com a ideia de Chaves et al (2016), que propõem que os professores  
precisam conhecer, compreender, operacionalizar atividades escolares em diferentes espaços de forma a  
enriquecer o processo de ensino e de aprendizagem dos educandos.  
Tabela 2: Resumo das Características e Contribuições dos Estudos Analisado  
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Estudos Analisados  
Dinardi;  
Categorias  
Analisadas  
Feiffer;  
Felippelli,  
(2018)  
Araujo  
(2021)  
Da Silva et al.  
(2022)  
Reis et al. (2019)  
Quali-quanti  
Registro e  
análise das  
atividades,  
questionários  
pré e pós  
Qualitativa.  
Metodologias e  
ferramentas de  
Pesquisa  
A coleta de dados  
realizou-se por  
meio da aplicação  
de questionário.  
Qualitativa.  
Revisão  
Bibliográfica  
Qualitativa.  
Revisão  
Bibliográfica  
atividades.  
Sim  
Institucionais e  
Não-Institucionais  
Parque Nacional  
do Viruá; Bosque  
dos Papagaios;  
Minizoológico do  
7º BIS.  
Cinema; Teatro;  
Circo; Museu;  
Festivais quando o  
estado ou  
Define os  
espações não  
formais objeto  
da pesquisa  
Sim  
Não-  
Institucional  
Praça  
Sim  
Institucional  
Não  
instituição  
oferecem.  
Museu  
Pátio arborizado  
da escola; aulas de  
campo em  
zoológico e  
parques.  
Bosque dos  
Papagaios.  
Centro Histórico  
de Boa Vista,  
Praças.  
Aponta  
dificuldades e  
barreiras para  
utilização de  
espaços não  
formais para a  
educação  
formal  
Aponta  
alternativas  
Sim.  
Dificuldades  
logística, financeira  
e falta de apoio  
administrativo  
escolar  
Não  
Sim  
Não  
Não  
Não  
Sim  
para a  
realização das  
atividades  
Sim  
educacionais  
Fonte: elaborado pelo autor (2024).  
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Sobre as dificuldades encontradas para o desenvolvimento de atividades de educação formal em  
espaços não formais, apenas Reis et al (2019) listaram as mesmas, quais sejam: logística, financeira e falta de  
apoio administrativo escolar.  
Considerando os objetivos específicos da pesquisa em tela, entende-se que o tema espaços não  
formaisestá sendo trabalhado pela comunidade científica, o que resultou em 16 trabalhos nos últimos 5  
anos, porém, quando se restringe para educação formal em espaços não formais, apenas 4 artigos foram  
encontrados, o que indica que esse objeto de pesquisa ainda é pouco desenvolvido na literatura científica  
brasileira. Nota-se que ainda não se encontra na literatura um conjunto de atividades escolares em diferentes  
espaços não formais institucionais e não institucionais.  
Entende-se que o registro acadêmico de um portfólio mais diversificado de atividades e métodos  
correlacionando objetivos da educação formal com o uso de espaços não formais, auxilie os docentes e  
escolas na expansão de atividades em museus, parques, praças, unidades de conservação, paisagens urbanas,  
rurais e naturais, entre outras, ampliando assim os horizontes e locais de atuação da educação formal  
brasileira.  
Por fim, menciona-se que pelo baixo número de artigos registrados e diversidade dos 4 artigos em  
pauta, não foi possível mapear as tendências desse campo de atuação educacional, como proposto no  
objetivo específico IV. Ou seja, o mapeamento de tendências através de revisão bibliográfica necessita de  
um maior número de estudos e opiniões que delimite o estado da arte do tema, os paradigmas, assim como  
as lacunas a serem desenvolvidas por futuras pesquisas.  
Entretanto, mesmo que tendências não possam ser mapeadas, os quatro artigos mencionam pontos  
de melhorias e barreiras para a utilização de espaços não formais na educação formal, além disso, os quatro  
indicam que os espaços não formais devem ser trabalhados com mais intensidade pelas escolas e educadores.  
O atual estudo aponta que a literatura acadêmica não formou uma tendência sobre como progredir  
na utilização de espaços não formais na educação formal. Porém, mesmo que de forma individualizada,  
trazem oportunidades para aprimoramento dos processos educativos, tais como: possibilidade de trabalhos  
interdisciplinares e holísticos, desenvolvimento através de vivências, foco na formação cidadã, suporte para  
o ensino-aprendizagem em ciências e desenvolvimento humano em seus vários aspectos: psicológico, social,  
linguístico, analítico e cultural.  
CONSIDERAÇÕES FINAIS  
O presente trabalho mostrou que a pesquisa acadêmica recente no campo da pedagogia não  
estabeleceu uma base abrangente que permita que docentes e coordenadores educacionais acessem uma  
diversidade de métodos e práticas relativos ao exercício da educação formal em espaços não formais. Os 4  
artigos analisados exploram somente uma pequena porção das possibilidades de ensino e aprendizagem do  
conteúdo da educação formal em espaços não formais, com maior foco em praças e museus.  
Entretanto, os artigos são unânimes em relação a importância e potencial positivo dos espaços não  
formais para o estudo formal. Assim, considera-se que a pesquisa acadêmica revela que os espaços não  
formais são importantes para o desenvolvimento da educação formal, mesmo que as práticas e métodos não  
tenham sido amplamente mapeadas e discutidas.  
Vale ainda mencionar que, mesmo que de forma individualizada, os artigos pesquisados propõem  
potencialidades e oportunidades para aprimoramento dos processos educativos. Essa constatação indica que  
esse campo pode ser explorado com mais intensidade em futuras pesquisas acadêmicas, desenvolvendo com  
mais pluralidade e profundidade questões como interdisciplinaridade, visão holística, vivências e problemas  
práticos na educação formal, formação cidadã, práticas de ciências e educação ambiental.  
Sugere-se que a pesquisa aqui apresentada seja expandida para verificar a aderência entre as práticas  
já estabelecidas nas escolas para o desenvolvimento de educação formal em espaços não formais com o  
desenvolvimento da literatura nesse campo. Acredita-se que as atividades práticas de educação formal em  
espaços não formais esteja mais avançada do que os registros e análises acadêmicas dessas atividades.  
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SEVERINO, Antônio. José. Metodologia do trabalho científico. 21ª ed. São Paulo: Cortez, 2018.  
Submetido em mês de agosto 2024  
Aprovado em mês de fevereiro 2026  
Informações do(a)(s) autor(a)(es)  
Nome dos autores: Bruno Pontes Costanzo  
Afiliação Institucional: Mestre e Doutor em Engenharia Mineral pela Universidade de São Paulo  
Email: bruno@walmambiental.com.br  
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Nome segundo autor: Evelynne Suellen de Pontes Araújo  
Afiliação Institucional: Graduada em Ciências Econômicas e Especialista em Extensão Universitária e  
Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal da Paraíba  
Nome dos autores: Daniel Moreira da Silva  
Afiliação Institucional: Doutor em Ensino de Matemática e Ciências - Centro Universitário Senac-SP  
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